quarta-feira, 14 de outubro de 2009

I

"Turva a visão do acordar
A Neblina do amanhecer
O toque suave do vento
Gotas salgadas escorrem no rosto
Na Solidão da tua liberdade
Sorris sobre o tempo que passa
Sorris sobre aquilo que imaginas
Espaço de reflexão que exploras
Aquele lugar que escolhes como teu
Onde te deixas ser simples
Sem complexos
Sem assessório
Simples como um Banco
Frente a uma falésia
O som do mar revolto nas rochas
Aquela brisa
A sentir apenas
A sensibilidade da força bruta da natureza"

A meio da manha e ainda como o peso de uma noite de vigia nos olhos, está sentado no seu banco a beber café numa caneca já marcada com a idade. Enquanto aprecia a vista da falésia, organiza na sua agenda mental os afazeres do dia, tentando não esquecer nada.

A Vida solitária de um faroleiro que naquele espaço revive o passado, escreve sobre o presente pintando o seu imaginário nas palavras que definem o seu pensamento.

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